
Uma experiência no atendimento conjunto às usuárias, clientes do Ambulatório do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP no Departamento de Ginecologia e Setor de Planejamento Familiar de 1995 a 1999, encaminhadas pelos diferentes serviços.
Medição, Colocação e Treinamento do uso do método em atendimento conjunto.
1 - Apresentação do Diafragma através de um breve histórico do método no Brasil.
2- Distribuição de diafragmas entre as mulheres para favorecer o primeiro contato, manuseio e percepção dos diferentes tamanhos e tipo de material. 43. Toque no modelo pélvico de borracha , conhecimento de como o diafragma se acopla ao longo da vagina desde a sínfese pubica , até o fundo de saco, cobrindo o colo do útero.
- esclarecimento sobre o aparelho reprodutor feminino com o modelo pélvico de acrílico;
- como manusear o diafragma para introduzi-lo na vagina;
- diferentes posições para a colocação.
4 - Entrevista: avaliação da história de cada mulher (número de filhos, tipos de partos, abortos, etc.) e avaliação do tipo físico da mulher.
5 - Escolher um diafragma cujo número possa adaptar-se à mulher. Solicitar que tire a calcinha, lave as mãos, lave o diafragma (previamente esterilizado) antes de introduzi-lo para favorecer um maior contato com o método e treino dos cuidados.
6 - Solicitar que coloque o diafragma num movimento de "costura manual" na posição que se sentir melhor (de cócoras ou com o pé apoiado em um banquinho).
7 - Orientação para que a mulher introduza o dedo na vagina e se toque para sentir o diafragma protegendo o colo do útero. Pedir que caminhe pela sala e diga como se sente.
8 - Avaliação.
Solicitar à usuária que se deite ou fique em pé enquanto o profissional permanece sentado para proceder a aferição do diafragma utilizando uma luva ligeiramente umedecida com vaselina. Se o número do diafragma estiver correto, solicitar que ela o retire, lave-o e recoloque até ter confiança no método. Se no toque o profissional e a cliente sentirem que o diafragma escolhido deveria ser maior ou menor, o profissional deverá oferecer um novo número para que ela se sinta segura e confortável.
9 - Preenchimento da ficha de protocolo , onde deverá constar: número de registro no Serviço de Saúde, nome completo, idade e número do diafragma. Agendar os retornos de preferência em datas em que o grupo poderá comparecer. Datas de retornos com intervalos de uma semana, um mês, três meses, seis meses e um ano.
IMPORTANTE:
Recuperar após cada atendimento grupal a fala das mulheres sobre a sua história de vida e a experiência com o diafragma. Sempre anotar pois cada treinamento e cada mulher têm uma história diferente e é através destas histórias que poderemos construir a implantação do diafragma no Brasil. A qualidade no atendimento favorece a formação do vínculo da cliente com os profissionais se possível o mesmo profissional atendendo o mesmo grupo. Sistematizar o serviço e agendar os retornos garantem o seguimento do uso do método e sua eficácia.
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