Há séculos as mulheres buscam diferentes maneiras de evitar a gravidez, desde a introdução na vagina de sementes, folhas, resinas, esponjas, a outros métodos industrializados.

Sabe-se que as "mulheres chinesas e as japonesas recobriam o colo do útero com papel de seda embebido em azeite. As húngaras derretiam cera de abelha dando-lhe a forma de discos de 5 a 10 cm. Muitas mulheres seguiram o conselho de Casanova (1725-98) que recomendava espremer meio limão e introduzi-lo no canal vaginal para recobrir o colo do útero, o ácido cítrico agia como espermicida (Giffin & Costa).

Atribui-se ao Dr. Hasse de Flensburg na Alemanha, a invenção do moderno diafragma, sob o pseudônimo de Wilhem P. J. Mensin-ga, usado para proteger sua reputação. Seu artigo denominado Esterilidade Facultativa descrevia o diafragma como um capuz de borracha vulcanizada em forma de abóbada ligado a uma mola circular de relógio que obstruía a parte superior da vagina e o colo do útero (Giffin & Costa).

No ano de 1883, Aleta Jacobs publicou na Holanda um estudo referente ao diafragma.
Divulgado também na Alemanha o uso do dia-fragma estendeu-se para a Inglaterra, onde ficou co-nhecido como "Capuz Holandês". A primeira referência deste dispositivo na Inglaterra foi atribuída a H. A. Albutt, médico de Leeds, que em mea-dos de 1880 escreveu um folheto intitulado "Manual da Esposa", que fornecia instruções para o uso do diafragma.

Nesta época era confeccionado apenas em 03 tamanhos (Kalckmam S).
A introdução do diafragma na Inglaterra Vitoriana contribuiu para modificar o conceito do papel da mulher no sexo, ao lhe transferir a responsabilidade de assegurar a contracepção. Assim a mulher passou a assumir um comportamento mais sensual e agressivo sobre sua sexualidade pois o uso do diafragma requeria certa premeditação de sua parte.

Em princípios do século XX, Margaret Sanger dos E.U.A, em visita a J. Rutgers na Holanda, conheceu 14 tamanhos de diafragmas desenhados para canais vaginais de diversas larguras. Embora Margaret desejasse importar diafragmas para os E.U.A, a Lei Comstock proibia a importação de contraceptivos, impedindo que fosse legalmente introduzido no país. A disponibilidade do diafragma só se tornou imediata na década de 20 , quando a Hollan-Rantos Co., sediada nos E.U.A , iniciou a fabricação do diafragma no território americano (Vieira; Barbosa; Villela).

Existem indícios de que no início do século XX o diafragma atingiu números significativos no planejamento familiar entre os métodos contraceptivos utilizados nos E.U.A e Europa.

Na década de sessenta, com o advento dos anticoncep-cionais orais e dos DIUs, a escolha pelo diafragma estabilizou.

Nas últimas duas décadas alguns estudos mostram que os métodos considerados modernos e mais eficazes têm inúmeras contra-indicações. Assim, deixaram de atender às "necessidades universais de contracepção" (op.cit. Kalckmam S.).

A partir da década de setenta no século XX, o movimento feminista e ecológico, associados às informações sobre os efeitos adversos dos métodos anticoncepcionais mais modernos, favoreceram a retomada do uso do diafragma em vários países do primeiro mundo.

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